Artistas Viajantes (2a)

 
Pintores e Desenhistas Viajantes (2a)
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende
 
 Desde o período colonial foram muitos os pintores e desenhistas estrangeiros que passaram pelo Brasil, ou que aqui viveram por muitos anos.
 
 
- Holandeses -  No século XVII, quando o Nordeste do país foi ocupado pelos holandeses, o conde Maurício de Nassau, governador-geral do Brasil Holandês, trouxe os pintores holandeses Albert Eckhout (1610-1666) e Frans Post (1612-1680). Além deles, vieram o médico Willem Piso (1611-1678) e o naturalista e desenhista Georg Marcgraf (1610-1644).
 
 
. Frans Post (1612-1680) - Pintor, desenhista e gravador, o paisagista holandês foi contratado pelo conde Maurício de Nassau para documentar a topografia, a arquitetura civil e militar, e as cenas de batalhas. Durante sua permanência no Brasil, de 1637 a 1644, registrou preferencialmente paisagens, nas quais o céu costuma ocupar um grande espaço, e há sempre um coqueiro ou mamoeiro no canto da tela. As figuras humanas em geral são diminutas. E, nas obras com engenhos de açúcar, é comum ver a mesma construção aparecer em mais de uma tela, com uma pequena alteração na paisagem em torno dela. Após o retorno de Frans Post à Europa, seus desenhos serviram de base para as gravuras do volume Rerum per Octennium in Brasilia, do historiador holandês Gaspar Barléu (1584-1648), publicado em 1647. 
 

. Nota - Rerum per Octennium in Brasilia (História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil) do historiador holandês Gaspar Barléu (1584-1648) foi publicado em 1647. Com 340 páginas e 56 ilustrações, entre elas o retrato de Nassau por Theodor Matham (1605-1660), mapas de George Marcgraf (1610-1644) e gravuras de Frans Post (1612-1680), a obra se propunha a narrar os feitos do conde Maurício de Nassau.
 
 
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