Colagem-Confete2

 
Colagem com confete (2)
Edição de Lenise M. Resende

- confete - do italiano confetti; São rodelinhas de papel de cores diversas, que se atiram aos punhados, mais frequentemente no carnaval. O confete surgiu no carnaval brasileiro do ano de 1892. A serpentina também surgiu nessa mesma época. Serpentina é uma fita estreita e comprida de papel colorido enrolada sobre si mesma, que se desenrola quando atirada. Confetes e serpentinas costumam ser fabricados com o mesmo tipo de papel usado para embalagem: o semi-kraft, o manilha e o manilhinha, também chamado de papel de padaria ou papel de pão. São papéis sem brilho, que costumam ser encontrados nas cores branco acinzentado, rosa, verde, azul e amarelo. Confetes e serpentinas também podem ser encontrados na cor lilás.

 
3- Colagem com confetes, para reproduzir um mosaico feito com círculos
. Material: papel sulfite, pratinho descartável, porção de confetes coloridos, palito, cola branca
. Técnica: Coloque um pouco de confetes no pratinho. Observe o desenho que deseja reproduzir, depois comece a colar os confetes pelo centro da sua reprodução. Coloque poucos pingos de cola no papel. Depois molhe a ponta do palito num pingo de cola, só para umedecer, e "pesque" um confete. Quando terminar de colar os confetes centrais, comece a colar os contornos. Deixe secar antes de mover o papel.

 
4- Mosaico feito com confetes
. Material: papel quadriculado, lápis preto, pratinho descartável, porção de confetes coloridos, palito, cola branca
. Técnica: Faça o desenho a lápis no papel quadriculado. Coloque um pouco de confetes no pratinho. Coloque poucos pingos de cola de cada vez sobre o desenho. Depois molhe a ponta do palito num pingo de cola, só para umedecer, e "pesque" um confete. Quando terminar de colar os confetes, deixe secar antes de mover o papel.
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Postado por  lenise-m-resende às 3/03/2014 10:00:00 AM

Colagem-Confete1


Colagem com confete (1)
Edição de Lenise M. Resende

- confete - do italiano confetti; São rodelinhas de papel de cores diversas, que se atiram aos punhados, mais frequentemente no carnaval. O confete surgiu no carnaval brasileiro do ano de 1892. A serpentina também surgiu nessa mesma época. Serpentina é uma fita estreita e comprida de papel colorido enrolada sobre si mesma, que se desenrola quando atirada. Confetes e serpentinas costumam ser fabricados com o mesmo tipo de papel usado para embalagem: o semi-kraft, o manilha e o manilhinha, também chamado de papel de padaria ou papel de pão. São papéis sem brilho, que costumam ser encontrados nas cores branco acinzentado, rosa, verde, azul e amarelo. Confetes e serpentinas também podem ser encontrados na cor lilás.
 
1- Colagem com confetes coloridos
. Material: papel sulfite, lápis preto, pratinho descartável, porção de confetes coloridos, palito, cola branca
. Técnica: Faça o desenho a lápis no papel sulfite. Coloque um pouco de confetes no pratinho. Comece sempre a colar os confetes pelo contorno das figuras. Coloque poucos pingos de cola de cada vez sobre as linhas. Depois molhe a ponta do palito num pingo de cola, só para umedecer, e "pesque" um confete. Quando terminar de colar os confetes nos contornos, preencha os espaços das figuras.
 
 
2- Colagem com confetes de uma só cor
. Material: papel sulfite, lápis preto, pratinho descartável, porção de confetes de cor clara, palito, cola branca, giz de cera ou caneta hidrocor de cores fortes
. Técnica: Faça o desenho a lápis no papel sulfite. Coloque um pouco de confetes no pratinho. Cole os confetes no contorno das figuras. Coloque poucos pingos de cola de cada vez sobre as linhas. Depois molhe a ponta do palito num pingo de cola, só para umedecer, e "pesque" um confete. Espere secar e pinte cada bolinha de confete com movimentos circulares, usando giz de cera ou caneta hidrocor. Pinte de leve, sem forçar muito o giz ou a caneta, para não rasgar o confete.

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Postado por  lenise-m-resende às 3/03/2014 09:00:00 AM

Tema-Cestaria (5)

 
Tema - Cestaria (5)
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende

 - Antônio Parreiras (1860-1937) - Pintor, desenhista e ilustrador, nascido em Niterói, RJ. Inicialmente estudou na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, dedicando-se principalmente às aulas de pintura de paisagem, flores e animais, com o pintor Georg Grimm (1846-1887). Quando o professor se desligou da academia, Parreiras e outros alunos o acompanharam. Durante um ano, eles formaram um grupo conhecido como Grupo Grimm, e se reuniam para pintar ao ar livre. A partir de 1899, o paisagista passou também a pintar cenas históricas, e alguns anos depois o nu feminino tornou-se um de seus principais temas. Em 1937, ele faleceu na cidade onde nasceu, Niterói. Em janeiro de 1942, na casa que pertenceu ao pintor, foi inaugurado o Museu Antônio Parreiras, com o objetivo de preservar e divulgar sua obra.
 
 
 
- Cestos cargueiros usados sobre animais:
 
. caçuá- (Brasil) cesto feito de cipó, vime ou bambu, com alças e tampa, que se prende às cangalhas para o transporte de pequenas cargas.
. jacá - (do tupi aiaká); caçuá; cesto cargueiro, usado especialmente para transportar cargas comestíveis, preso ao lombo de animais.
. quiçamba - (São Paulo) jacá de taquara em que é conduzido café em grão, do cafezal para a tulha.
. seirão - seira grande, saco feito de esparto (fibra de gramínea), cipó, ou vime, usado para transportar cargas sobre animais.
 
 
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Cestaria Indígena (1)

 
Cestaria Indígena (1)
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende


A- Classificação dos cestos conforme o formato:
 
1- Cesto alguidariforme - Em forma de alguidar, parecendo um cone invertido e com a ponta cortada.
2- Cesto bolsiforme - Em forma de bolsa.
3- Cesto bornaliforme - Em forma de bornal, saco que se pendura a tiracolo para transportar provisões.
4- Cesto estojiforme – Pequeno, em forma de estojo ou caixa com tampa, é usado para guardar objetos
5- Cesto gameliforme – Em forma de gamela
6- Cesto paneiriforme – Cesto cargueiro que tem o formato do cesto paneiro, com base retangular e borda redonda.
7- Cesto platiforme – Em forma de prato, é mais raso que o cesto tigeliforme.
8- Cesto tigeliforme – Cesto recipiente em forma de tigela com o fundo côncavo. É muito usado para recolher a massa de mandioca e para servir alimentos.
9- Cesto vasiforme - Em forma de vaso alto e bojudo.

B- Tipos de cestos:
 
 - aturá - (do tupi aturá); uruçacanga; cesto cargueiro, destinado ao transporte de cargas, apresenta uma alça para pendurar na testa,  e têm o formato paneiriforme (do cesto paneiro), com base retangular e borda redonda.
- balaio - cesto grande de palha, junco, bambu ou cipó, cuja boca geralmente é mais larga do que o fundo.
- cabaz - cesto fundo de junco, vime etc., geralmente com tampa e alças.
- cumatá ou ttíiroli - peneira de formato tigeliforme, usada para tirar goma da massa de mandioca e para coar bebidas, como os vinhos de açaí e patauá. (Fonte: Arte Baniwa)
- jamaxi ou jamanxim - cesto cargueiro de três lados, que dispõem de duas alças para carregar às costas, tipo mochila.
- jequi - (do tupi iekeí); cacuri; jiqui; jiquiá; juquiá; (Nordeste) cesto de pesca oblongo e afunilado, feito de varas (taquaras) finas e flexíveis.
- jereré (do tupi iereré); (Região Nordeste e São Paulo) jareré; puçá; landuá; rede cônica de pescar, presa num aro circular, adaptado a uma longa vara que serve de cabo.
- pacará – pakará; (Amazônia) cesta redonda feita com palha de palmeira e em várias cores.
- paneiro - espécie de cesto de vime com alças; (Brasil) cesto de palha de forma cilíndrica, no qual se espreme a mandioca; tipiti; (Amazônia) cesto sem alças, feito em trançado largo de talas de palmeira, geralmente forrado de folhas, muito utilizado para transportar ou acondicionar certos alimentos (farinha-d'água, farinha de mandioca, açaí etc.); É empregado também como unidade de medida. (Dic. Aulete)
- peneira - peneiras são cestos platiformes (em forma de prato), circulares, com talas afastadas, usadas para peneirar a farinha e para transportar o beiju do forno até o jirau. Há vários tipos de peneira usados atualmente: dopitsi peethepóko (peneira de fazer beiju); dopitsi matsokapóko (peneira de fazer farinha); báatsi (peneira de talinhas muito finas de arumã, usada exclusivamente para coar suco de frutas); ttíiroli (de formato tigeliforme, conhecida também como cumatá, usada para tirar goma da massa de mandioca e para coar bebidas, como os vinhos de açaí e patauá)  (Fonte: Arte Baniwa) 
- puçá - (do tupi pysá); (Região Norte) espécie de peneira de pescar camarões, pitus, siris etc.; saco afunilado, de malhas estreitas, para apanhar o peixe fisgado.
- samburá - (do tupi samburá); cesto de cipó ou de taquara de bojo largo e boca estreita, usado pelos pescadores para guardar iscas, petrechos de pesca e o que foi pescado.
- seira – bolsa ou cabaz de junco, vime ou esparto (fibra de gramínea), de tamanho variável.
- seirão – seira grande, saco usado para transportar cargas sobre animais.
- tipiti –  (do tupi tepití); tapiti; cesto de palha de forma cilíndrica, em que se coloca a massa de mandioca ralada para ser espremida na prensa antes de se levar ao forno e de se tornar farinha; paneiro.
- uru - (do tupi urú); cesto feito de palha e folha de carnaúba, com alça, em que os indígenas brasileiros guardam cachimbos, tabaco e outros objetos.
- uruçacanga - espécie de grande uru ou cesto; VER aturá.
- urupema - (do tupi urupéma); jurupema; gurupema; sururuca; urupemba; (Região Norte) cesto raso ou chato, circular, côncavo, feito de um tecido de palha de urubá, ou taquara; espécie de peneira grosseira, destinada a escorrer o leite do coco, passar a massa do feijão cozido, a massa da mandioca ralada, peneirar o milho, o arroz, a farinha etc.
- urutu - cesto paneiriforme que serve para guardar farinha e roupa.

C- Cestos cargueiros usados sobre animais:

- caçuá- (Brasil) cesto feito de cipó, vime ou bambu, com alças e tampa, que se prende às cangalhas para o transporte de pequenas cargas.
- jacá - (do tupi aiaká); caçuá; cesto cargueiro, usado especialmente para transportar cargas comestíveis, preso ao lombo de animais.
- quiçamba - (São Paulo) jacá de taquara em que é conduzido café em grão, do cafezal para a tulha.
- seirão - seira grande, saco feito de esparto (fibra de gramínea), cipó, ou vime, usado para transportar cargas sobre animais.

(Fontes: Dicionários Aulete e Michaelis; Wikipédia)

 

Cestaria Indígena (2)

 
Cestaria Indígena (2)
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende

Segundo o Dicionário do Artesanato Indígena de Berta G. Ribeiro, cestaria é o conjunto de objetos – cestos recipientes, cestos coadores, cestos cargueiros, armadilhas de pesca e outros -, obtidos pelo trançado de elementos vegetais flexíveis ou semirrígidos usados para transporte de carga, armazenagem, receptáculo, peneira (tamis) ou coador. Variam em tamanho, forma, decoração, técnica de manufatura, mas obedecem basicamente às exigências ditadas por sua funcionalidade.


 
A cestaria é considerada como sendo de origem: indígena, nômade, persa e ibérica. De forte influência indígena, a arte de trançar está presente na cultura brasileira. A abundância de fibras na vegetação proporciona a matéria-prima essencial para este artesanato. Algumas fibras são plantas trepadeiras, encontradas, geralmente, enroladas em árvores, como o apuí, junco e cipó-de-fogo. Outras, provém de palmeiras, como o babaçu, e de cipós e suas raízes, como o imbé.
 
Para uso e conforto doméstico, podem-se citar os cestos coadores, que se destinam a filtrar líquidos; os cestos tamises, que se destinam a peneirar a farinha e os cestos recipientes, que se destinam a receber um conteúdo sólido ou armazená-lo, sendo também utilizados para a caça e a pesca, para o processamento da mandioca, para o transporte e para a guarda de objetos rituais, mágicos e lúdicos. 
 
 
Os cestos cargueiros, como diz o nome, destinados ao transporte de cargas, apresentam uma alça para pendurar na testa e têm o formato paneiriforme, com base retangular e borda redonda, sendo conhecido pelo nome de aturá. Também são muito utilizados os cestos cargueiros de três lados, jamanxim, que dispõem de duas alças para carregar às costas, tipo mochila. Em geral, esse cesto suporta até dez quilos de mandioca.
 
Fontes: Almanaque Abril 2001; Pesquisa Escolar do Museu do Índio.
 
 

Artistas Viajantes (1a)

 
 Pintores e Desenhistas Viajantes (1a)
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende
 
Desde o período colonial foram muitos os pintores e desenhistas estrangeiros que passaram pelo Brasil, ou que aqui viveram por muitos anos.
 
- Holandeses -  No século XVII, quando o Nordeste do país foi ocupado pelos holandeses, o conde Maurício de Nassau, governador-geral do Brasil Holandês, trouxe os pintores holandeses Albert Eckhout (1610-1666) e Frans Post (1612-1680). Além deles, vieram o médico Willem Piso (1611-1678) e o naturalista e desenhista Georg Marcgraf (1610-1644).

. Albert Eckhout (1610-1666) - O pintor e desenhista holandês foi contratado pelo conde Maurício de Nassau para retratar a fauna, a flora e os tipos humanos brasileiros, e permaneceu no Brasil de 1637 a 1644. Eckhout tornou-se conhecido principalmente por suas telas sobre motivos brasileiros. O conjunto, com vinte e uma telas a óleo, é formado pelo painel Dança dos Tapuias (268 x 294 cm.), por doze naturezas-mortas com frutas e vegetais cultivados no Brasil, e  por oito retratos etnográficos dos habitantes do país no século XVII.
 
 
São eles: (1) Homem Tapuia, 1643, 272 x 161 cm.; (2) Mulher Tapuia, 1641, 272 x 165 cm.; (3) Homem Negro, 1641, 273 x 167 cm.; (4) Mulher Negra, 1641, 267 x 178 cm.; (5) Homem Tupi, 1643, 272 x 163 cm.; (6) Mulher Tupi, 1641, 274 x 163 cm.; (7) Mulher Mameluca, 1641, 271 x 170 cm.; (8) Homem Mestiço (ou Mulato), s.d., 274 x 170 cm.
 
Como se pode observar pelos nomes dessas oito telas, Eckhout procurou registrar a mistura de etnias resultante da convivência entre europeus, índios e africanos. E, para compreender melhor o significado dessas palavras pouco usadas atualmente, só mesmo recorrendo ao Aulete e ao Michaelis (Dicionários):
- caboclo - mestiço de branco com índio; curiboca; cariboca; designação dada a descendentes de índios, por vezes miscigenados, e que vivem relativamente isolados, de modo rústico, nem sempre com identidade étnica.
- cafuzo - mestiço de negro e índio; cafuz; zambo; caburé.
- mameluco - (Brasil) filho de índio com branco; (Pará) filho de branco com curiboca.
- mestiço -  indivíduo proveniente do cruzamento de raças diferentes.
- mulato - mestiço de branco e com negro.
- tapuia – (História) modo como os portugueses denominavam os indígenas brasileiros que não falavam o tupi; (Etnologia) que diz respeito aos Tapuias, antiga nação de índios do Brasil, tronco de numerosas tribos, espalhadas principalmente pelo Maranhão e Ceará.
- tapuio - tapuia; diz-se do filho de branco com mulher indígena; designação genérica do selvagem brasileiro; nome dado outrora pelos tupis (tupinambás) aos indígenas inimigos.
 
 
Os índios tarairiús, grupo tapuio que foi retratado por Albert Eckhout, habitavam o Nordeste brasileiro, e lutaram ao lado dos holandeses contra o domínio colonial português.
 
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Artistas Viajantes (1b)

 
Pintores e Desenhistas Viajantes (1b)
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende

Desde o período colonial foram muitos os pintores e desenhistas estrangeiros que passaram pelo Brasil, ou que aqui viveram por muitos anos.

- Holandeses -  No século XVII, quando o Nordeste do país foi ocupado pelos holandeses, o conde Maurício de Nassau, governador-geral do Brasil Holandês, trouxe os pintores holandeses Albert Eckhout (1610-1666) e Frans Post (1612-1680). Além deles, vieram o médico Willem Piso (1611-1678) e o naturalista e desenhista Georg Marcgraf (1610-1644).

 
. Albert Eckhout (1610-1666) - O pintor e desenhista holandês foi contratado pelo conde Maurício de Nassau para retratar a fauna, a flora e os tipos humanos brasileiros, e permaneceu no Brasil de 1637 a 1644. Eckhout tornou-se conhecido principalmente por suas telas sobre motivos brasileiros. O conjunto, com vinte e uma telas a óleo, é formado pelo painel Dança dos Tapuias, por doze naturezas-mortas com frutas e vegetais cultivados no Brasil, e  por oito retratos etnográficos dos habitantes do país no século XVII. Em 1652, os estudos que Albert Eckhout, Georg Marcgraf, Caspar Schmalkalden e Zacharias Wagener, fizeram em Pernambuco, Maurício de Nassau deu de presente a Frederich Wilhelm. Agrupados por Christian Mentzel em 1660-1664, esses estudos foram publicados em dois volumes da obra Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae.
 
 
. Habitantes do Brasil after Albert Eckhout, 1648, xilogravura - Ilustração inspirada (after) em Albert Eckhout, e publicada na  obra Historia Naturalis Brasiliae, de Willem Piso e Georg Marcgraf. Dividida em duas partes principais: a primeira, de nome De Medicina Brasiliensi, é de autoria de Willem Piso; a segunda parte, de nome Historiae Rerum Naturalium Brasiliae, é de autoria de George Marcgraf

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Artistas Viajantes (2a)

 
Pintores e Desenhistas Viajantes (2a)
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 Desde o período colonial foram muitos os pintores e desenhistas estrangeiros que passaram pelo Brasil, ou que aqui viveram por muitos anos.
 
 
- Holandeses -  No século XVII, quando o Nordeste do país foi ocupado pelos holandeses, o conde Maurício de Nassau, governador-geral do Brasil Holandês, trouxe os pintores holandeses Albert Eckhout (1610-1666) e Frans Post (1612-1680). Além deles, vieram o médico Willem Piso (1611-1678) e o naturalista e desenhista Georg Marcgraf (1610-1644).
 
 
. Frans Post (1612-1680) - Pintor, desenhista e gravador, o paisagista holandês foi contratado pelo conde Maurício de Nassau para documentar a topografia, a arquitetura civil e militar, e as cenas de batalhas. Durante sua permanência no Brasil, de 1637 a 1644, registrou preferencialmente paisagens, nas quais o céu costuma ocupar um grande espaço, e há sempre um coqueiro ou mamoeiro no canto da tela. As figuras humanas em geral são diminutas. E, nas obras com engenhos de açúcar, é comum ver a mesma construção aparecer em mais de uma tela, com uma pequena alteração na paisagem em torno dela. Após o retorno de Frans Post à Europa, seus desenhos serviram de base para as gravuras do volume Rerum per Octennium in Brasilia, do historiador holandês Gaspar Barléu (1584-1648), publicado em 1647. 
 

. Nota - Rerum per Octennium in Brasilia (História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil) do historiador holandês Gaspar Barléu (1584-1648) foi publicado em 1647. Com 340 páginas e 56 ilustrações, entre elas o retrato de Nassau por Theodor Matham (1605-1660), mapas de George Marcgraf (1610-1644) e gravuras de Frans Post (1612-1680), a obra se propunha a narrar os feitos do conde Maurício de Nassau.
 
 
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Artistas Viajantes (2b)

  

Pintores e Desenhistas Viajantes (2b)
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Desde o período colonial foram muitos os pintores e desenhistas estrangeiros que passaram pelo Brasil, ou que aqui viveram por muitos anos.
 
- Holandeses -  No século XVII, quando o Nordeste do país foi ocupado pelos holandeses, o conde Maurício de Nassau, governador-geral do Brasil Holandês, trouxe os pintores holandeses Albert Eckhout (1610-1666) e Frans Post (1612-1680). Além deles, vieram o médico Willem Piso (1611-1678) e o naturalista e desenhista Georg Marcgraf (1610-1644).
 
. Frans Post (1612-1680) - Pintor, desenhista e gravador, o paisagista holandês foi contratado pelo conde Maurício de Nassau para documentar a topografia, a arquitetura civil e militar, e as cenas de batalhas. Durante sua permanência no Brasil, de 1637 a 1644, registrou preferencialmente paisagens, nas quais o céu costuma ocupar um grande espaço, e há sempre um coqueiro ou mamoeiro no canto da tela. As figuras humanas em geral são diminutas. E, nas obras com engenhos de açúcar, é comum ver a mesma construção aparecer em mais de uma tela, com uma pequena alteração na paisagem em torno dela. Após o retorno de Frans Post à Europa, seus desenhos serviram de base para as gravuras do volume Rerum per Octennium in Brasilia, do historiador holandês Gaspar Barléu (1584-1648), publicado em 1647.
 
 
 
. Frans Post – Paisagem Brasileira (Detalhe) - Entre as várias telas de Frans Post nomeadas como Paisagem Brasileira, ver a ampliação de uma delas mostra um lado pouco conhecido do pintor – o desenho da figura humana. Apesar da pose de uma das mulheres lembrar a Mameluca de Albert Eckhout, é interessante ver a maneira como elas carregavam dois cestos, sendo que um deles é preso na cabeça por uma alça. Além disso, o cesto mais visível tem o mesmo desenho do que é usado pela Mulher Tupi retratada por Eckhout, parecendo confirmar o uso desse utensílio no século XVII.
 

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Artistas Viajantes (3)

 
Pintores e Desenhistas Viajantes (3)
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Desde o período colonial foram muitos os pintores e desenhistas estrangeiros que passaram pelo Brasil, ou que aqui viveram por muitos anos.

- Holandeses -  No século XVII, quando o Nordeste do país foi ocupado pelos holandeses, o conde Maurício de Nassau, governador-geral do Brasil Holandês, trouxe os pintores holandeses Albert Eckhout (1610-1666) e Frans Post (1612-1680). Além deles, vieram o médico Willem Piso (1611-1678) e o naturalista e desenhista Georg Marcgraf (1610-1644). Mas, entre os soldados da Companhia das Índias Ocidentais, também havia dois desenhistas alemães, Zacharias Wagener e Caspar Schmalkalden, que ilustraram seus diários de viagem com imagens do país.


. Zacharias Wagener (1614-1668), desenhista e cartógrafo alemão, esteve no Brasil entre 1634 e 1641, durante o governo de Maurício de Nassau, trabalhando para a Companhia das Índias Ocidentais. Neste período, coletou informações e produziu aquarelas para ilustrar seu caderno de viagens. Algumas ilustrações, porém, eram cópias das telas do holandês Albert Eckhout (1610-1666), mas assim mesmo foram incluídas no Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae junto com as de Eckhout e Georg Marcgraf (1610-1644). Em 1888, sua autobiografia - Thier Buch (Livro de Animais) - foi publicada, com aquarelas sobre a fauna, a flora, a topografia e o cotidiano brasileiro, acompanhadas de uma breve descrição.
 


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